Seminário de design de interação

 Túnel da voz

virtualidade e potencialidade: tem, já que o resultado é controlado pelo público (se fala mais alto, a luz tem mais brilho e vice versa. é potencial até certo ponto porque não vai muito além da variação da voz alta e baixa, grave ou aguda. 

magia da ignorância: sim, porque você participa, mas não sabe muito como a obra acontece em seu interior e como é controlado e organizado os dados.

magia da experiência: pode-se dizer que tem. Ela pode ser considerada uma obra virtual já que ela é sempre atualizada pela interação e participação das pessoas com a interface. Ele engaja o usuário na criação de novas situações e não entrega o produto finalizado. Ele está sempre em constante mudança e ele necessita da presença das pessoas para existir. A obra em si não é tão importante em comparação com o evento e a colaboração dos outros.

relação com o espaço: a interatividade vai determinar a iluminação do local que estão passando, então há essa relação com o lugar. entretanto, um ponto negativo é a constante mudança das luzes ser bastante incomoda. a experiência talvez tenha um curto prazo, devido a isso. muitas pessoas se não estão participando efetivamente (falando nos auto falantes) talvez não se sintam confortáveis em permanecer por muito tempo.

Aparelho Cinecromático



O aparelho cinecromático de Abraham Palatnik não possui virtualidade e potencialidade, pois trata-se de uma obra contemplativa na qual não há interação com o público. A magia da ignorância está presente, uma vez que o observador desconhece o mecanismo por trás da obra e não sabe qual será a próxima imagem que vai se formar. Não tem relação com o espaço e pode ser exibida em qualquer lugar. Além disso, é obstáculo, uma vez que a pessoa tem que parar para contempla-la prestando atenção somente nela.

Megalights in the bath house ruins


Essa foi uma obra realizada nas ruínas da casa de banho abandonada em um parque na ilha japonesa. Há uma série de volumes que emergem do chão, que são chamados de megálitos, que apresentam obras de arte/ imagens reproduzidas em tempo real por um programa de computador. Sobre as imagens, elas não são pré gravadas, ou seja, os estados anteriores nunca mais se repetem da mesma maneira e a obra muda continuamente devido ao movimento das pessoas no ambiente. Isso faz com que seja uma experiência VIRTUAL, ja que depende da interação e da movimentação do público no ambiente para que a obra se modifique. Assim, o evento em si se torna mais importante do que a obra sozinha e ele vai evoluindo a cada experiência vivida. 
Como parte da obra, as instalações apresentam flores que estão em constante mudança e durante um certo período de tempo, um tipo de flor brota, cresce e floresce, sendo que depois as pétalas vão murchando e vão desaparecendo. Esse ciclo é repetido, mas vão havendo certas mudanças, como se uma pessoa ficar parada na frente da obra, as flores vão a rodear, crescer e florescer de forma mais perceptiva é abundante. O fluxo de água da obra também muda. Quando as pessoas se aproximam desses megálitos, o fluxo de água muda e ela faz com que as flores se espalhem. 


De certa forma há a presença da MAGIA DA IGNORÂNCIA, porque não há como as pessoas saberem como funciona e como é programado as instalações presentes no ambiente. É possível saber o que ela faz, mas não como ela faz tal apresentação. Além disso, pode-se considerar que essa obra é um certo OBSTÁCULO, porque, apesar de ter interação entre as pessoas e ela é a valorização da experiência, há ainda um grande foco e atenção para o objeto em si, desvalorizando de certa forma o ambiente. É muito possível que as pessoas que foram contemplar a obra não tenham observado com atenção o espaço em si e, sim, os megálitos que chamam a atenção para si.  

A obra não tem um RELAÇÃO significativa com o ESPAÇO. Ela foi colocada de forma que parece que ela pertence ao lugar, mas, ao mesmo tempo, não se conecta com os demais objetos e as instalações do próprio ambiente.


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